LENTES NA REALIDADE (Conjuntura!)

Para alentarmos na caminhada no meio da crise generalizada, colocamos a criteriosa contribuição do Irredento Jandir Santin. Ele nos convida a estar a atentos aos sinais de nosso presente. A continuar estudando e afinando olhos e ouvidos, para contribuir com a clareza possível  ao avanço dos interesses populares.

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Somos Maiores_Golpe

Como Povo… Poderemos encontrar o rumo?

Para o Blog dos Irredentos por  Jandir Santin

 

                As mudanças aparentes na Política Nacional são tão rápidas e constantes que se torna difícil e complexo analisá-las. E, para entendê-las, não se pode descolar da Realidade Estrutural. A forma como a realidade capitalista internacional e nacional está estruturada não muda assim no mais. POR ISSO, AO ANALISAR A REALIDADE CONJUNTURAL, não se pode abandonar o que já se sabe sobre Como Está Organizada a Sociedade! Esta só muda significativamente com Movimentos Revolucionário ascendentes. Não parece ser o que está acontecendo na política e economia brasileiras!

OS FUNDAMENTOS ECONÔMICOS

                O que dá suporte à vida geral da população é a economia como um todo. Este aspecto fundamental da vida da sociedade brasileira não oferece maiores novidades: o aprofundamento da crise econômica para as maiorias, ou seja, para as classes trabalhadoras. Nem a devolução do Fundo de Garantia (em contas inativas) para milhões de trabalhadores/as e ex-trabalhadores/as aliviou a situação dos mesmos, pois a inadimplência continua subindo nesses setores.

O mesmo acontece com os índices de desemprego. E todas as reformas em andamento, sejam as já implantadas, como a terceirização, seja as em tramitação no Congresso Nacional, só vão aprofundar a situação difícil da classe trabalhadora. Ou seja, o neoliberalismo é realmente pensado e posto em prática para O Capital.

                Os poucos sinais de melhora econômica são dados pelo agronegócio que vislumbra crescimento à custa da sacrifício da classe trabalhadora mundial que paga mais caro o alimento diário, seja em forma de grãos, seja de carnes. Por outro lado, o agronegócio utiliza cada vez menos mão de obra, recorrendo à alta tecnologia (que encarece a produção e aumenta a dívida nacional!) que substitui a mão-de-obra humana.

                Na contramão da crise do trabalho em geral, o Capital continua capitalizando com uma taxa de juros totalmente anacrônica e abusiva, pois nos países mais desenvolvidas as crises econômicas são combatidas com juros baixíssimos e empréstimos para alavancar a economia!

                Ainda na contramão da crise e do aumento da dívida externa e interna do país, continuam os aumentos abusivos de salários e benefícios para componentes dos três poderes, o que contribui para o aumento da dívida pública, o que compromete uma fatia cada vez maior da arrecadação e na diminuição do investimento público nos serviços do Estado, como educação, saúde e segurança. Até a Polícia Federal está sendo duramente atingida!.. (para alegria de muito safado!).

Portanto, camaradas, nada aponta para melhorias neste aspecto fundamental da vida do povo!

CONJUNTURA POLÍTICA NACIONAL

                Se a conjuntura econômica se apresenta sem boas perspectivas, a política parece ainda mais encardida! Como sabemos que o Econômico comanda e impera sobre a Política no sistema capitalista, nosso sistema político se apresenta mais confuso que a economia. O Sistema Financeiro Internacional tem até dificuldades para se definir a respeito dos personagens políticos no Brasil. Depois de depositar suas fichas no governo Temer que deveria fazer as tão esperadas reformas em favor das finanças do neoliberalismo, agora se vê com as mãos amarradas frente à debilidade do seu representante. O mesmo acontece com o Poder Econômico Nacional (FIESP, BANCOS, AGRONEGÓCIO, etc.) que está vendo seu edifício político desmoronar. E seu grande representante Ideológico, Rede Globo e Associados (o mesmo que colocou e depois tirou o Collor, que comandou a opinião pública para derrubar a Dilma e empossar o Temer) agora quer derrubar o Temer para colocar o que melhor ajude o Capital. Como os Partidos do país são comandados por interesses econômicos e não pelo bem da Nação Brasileira, está difícil apostar em algum deles. Por isso, a discussão fica entre que Pessoa colocar na presidência, que grupos econômicos ganhariam mais com tal ou tal presidente. Ou seja, o país, o povo brasileiro não entra prá nada neste debate. Se em outros tempos o povo ainda se manifestava, seja nas concentrações pelas Reformas no tempo do Jango, no movimento das Diretas Já, no Fora Collor, no Fora e Fica Dilma e Fora e Fica Temer, agora o povo nem sequer tem forças e vontade de se manifestar massivamente. O povo parece cansado e totalmente desiludido com “os políticos e seus partidos”… Para estes o caminho está aberto, sem povo nas ruas, sem meios de comunicação pressionando por Mudanças! É um cenário ideal para aventureiros sem arraigo popular, inclusive para convidar os Militares a tomarem o poder.

                E a organização Frente Brasil Popular: qual é sua força e representatividade? Até onde as forças populares estão representadas nela? Qual é seu poder de convencimento das massas preocupadas com seu sustento diário, com suas dívidas, com seu emprego e cansadas de tantas notícias de corrupção e bandalheiras da categoria de ‘políticos profissionais’? Que Meios de Comunicação têm as forças populares? E mais, que Projeto Nacional têm as forças populares?!

                Estamos em uma conjuntura grave, confusa e sem perspectivas de Mudanças a curto e médio prazo. A única perspectiva positiva vem da visão histórica e da convicção dialética segundo as quais “nas grandes crises surgem as mudanças, reformas e revoluções”!…Tudo vai depender dos erros e acertos que as forças populares, com suas lideranças, tiverem nesta conjuntura. Você consegue perceber sinais de melhoras nesta conjuntura? Trata-se mais de fé e esperança, de crença nas forças da justiça, da solidariedade, do instinto de sobrevivência da humanidade do que nas “luzes no fim do túnel”! Os movimentos de Reformas e de Revoluções quase sempre surgiram em lugares e ocasiões pouco esperados, ou seja, os movimentos históricos nos pegam, muitas vezes, de surpresa! O X é estar preparados para assumi-los e orientá-los quando explodem! Já tivemos movimentos revolucionários que ‘pegaram as forças populares de surpresa’ e não souberam o que fazer por falta de organizações capazes de assumi-los. E acabaram buscando na burguesia ou em seus representantes nas forças armadas lideranças para comandar os processos! Se as forças populares não se organizam para comandar os movimentos revolucionários históricos, continuamos com o mesmo risco!

NOTA: Não temos tempo e espaço para falar da Conjuntura Internacional que também não apresenta maiores alterações, ou seja, continua no aprofundamento do Neoliberalismo, do guerreirismo Trumpista, no combate a qualquer movimento de mudança rumo ao desenvolvimentismo e (que nem se fale!) ao socialismo! Some-se a isso tudo, a total impossibilidade do governo Temer de influenciar qualquer movimento de organismos Regionais e/ou Internacionais a favor de mudanças propostas por países que querem avançar na contramão do Capitalismo Neoliberal!

Camaradas, lastimo jogar diante de seus olhos e inteligências uma análise tão dura e realista. Mas é o que consigo divisar nesta conjuntura! Sigo, porém (assim com espero de vocês!) com fé na Dialética, segundo a qual a Tese traz embutida a Antítese (a semente da mudança!).

              Com saudações socialistas, até de repente!

Chapecó, 09/07/2017

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