MST se despede de François Houtart

Sociólogo e teólogo da libertação, amigo dos povos da América Latina e Caribe, faleceu nesta terça (6).6 de junho de 2017 19h39

O MST expressa através de nota profundo pesar pela morte de François Houtart, sociólogo e teólogo da libertação, que faleceu na manhã desta terça-feira (6). Para o Movimento, Houtart era um “incansável na busca por caminhos alternativos à barbárie capitalista”, que via na religião o caminho ético para um compromisso revolucionário. Confira a íntegra:

NOTA DE PESAR

Hoje perdemos a companhia física do companheiro revolucionário François Houtart. Morreu em Quito, Equador, na manhã de 6 de junho de 2017, o sociólogo e teólogo da libertação dos povos.

François Houtart foi expoente de um seleto grupo de intelectuais comprometidos nas lutas contra a opressão, contra as injustiças e pela libertação dos povos, nos cinco continentes do planeta. Aos 14 anos de idade, testemunhou as atrocidades da Segunda Guerra Mundial. Em 1953, fez sua primeira visita a Cuba. E, após a revolução, continuou estreitando os laços de amizade e de solidariedade com a pequena ilha revolucionária do Caribe. Engajou-se na luta contra as guerras no Vietnã e não hesitou em reconhecer que ali consolidou seu olhar marxista sobre a História e sobre a política. Viu nos revolucionários vietnamitas um compromisso social e político com seu povo.

Cultivou a amizade com pessoas que marcaram o século XX, por assumir um compromisso de vida ao lado dos pobres, dos explorados, das classes subalternas. Na amizade com Dom Helder Câmara, compadre Camilo Torres, com o revolucionário Fidel Castro, com o teólogo José Comblin, aprendeu a ver e ouvir as angústias do povo latino-americano. Mas, também, sempre olhou para nosso continente com esperança e expectativa de que aqui nascerá a sociedade libertadora dos povos. Por isso, foi incansável na formação de uma geração de intelectuais, teólogos, revolucionários e lutadores e lutadoras populares na América Latina e Caribe.

Diante da pobreza, da opressão dos povos e da destruição ambiental, não hesitava em afirmar: “não podemos ser outra coisa, que não revolucionários”.

Incansável na busca por caminhos alternativos à barbárie capitalista, manteve sua vida íntegra, de princípios e de uma inexplicável vitalidade física, que servia de exemplo e incentivo às gerações mais jovens.

Sem abrir mão de sua militância política, via na religião uma motivação ética para um compromisso revolucionário.

Em inúmeras atividades do MST, François Houtart esteve presente e nos brindou com análises e contribuições apuradas que fazem parte da nossa história e de nossas conquistas. Seremos sempre devedores e gratos a este revolucionário internacionalista.

Rendemos homenagem a sua militância política e assumimos o compromisso de honrar o seu legado.

VIVA FRANÇOIS HOUTART!
VIVA A LUTADOS POVOS!
VIVA O SOCIALISMO!

São Paulo, 6 de junho de 2017.

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