Acompanhando os novos rumos

Os artigos que colocamos para a consideração dos nossos leitores e leitoras apontam um caminho de maior justiça e poder dos trabalhadores, da resistência ao embate capitalista neoliberal tanto no Brasil como em toda Nuestra América. Em diversos meios alternativos se publicam analises muito lúcidas, faremos um recorte quinzenal que esperamos que seja útil, principalmente, para os que não têm disponibilidade de tempo de acompanhar a extensa produção informativa que aparece no dia a dia. O nosso desafio como blog a serviço do fortalecimento dos projetos populares, é conseguir que cada vez mais nosso povo empodere sua capacidade de análise para determinar onde estão seus interesses, seus aliados e ter mais elementos para afirmar sua identidade como sujeito coletivo e seu projeto de sociedade.

 

Golpe de 1964 e golpe de 2016: a mesma natureza de classe

05/09/2016

Entre o golpe de 1964 e o golpe de 2016 há uma conaturalidade estrutural. Ambos são golpe de classe, dos donos do dinheiro e do poder: o primeiro usa os militares, o outro o parlamento. Os meios são diferentes mas o resultado é o mesmo: um golpe com a ruptura democrática e violação da sobernia popular.

Vejamos o golpe de 1964. René Armand Dreifuss em sua monumental tese na Universidade de Glasglow:“1964: a conquista do Estado, ação política, poder e golpe de classe” (Vozes 1981), um livro de 814 páginas das quais 326 são de documentos originais, deixou claro: “o que houve no Brasil não foi um golpe militar, mas um golpe de classe com uso da força militar”(p.397).
O assalto ao poder de Estado foi tramado pelo general Golbery de Couto e Silva utilizando-se de quatro instituições que difundiam a ideia do golpe: o Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais (IPES), o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (IBAD), o Grupo de Levantamento de Conjuntura (GLC) e a Escola Superior de Guerra (ESG). O objetivo manifesto era: “readequar e reformular o Estado” para que fosse funcional aos interesses do capital nacional e transnacional. Eis o caráter de classe do golpe.

O assalto ao Estado se deu em 1964 e severamente em 1968 com repressão, tortura e assassinatos. O regime de Segurança Nacional passou a ser o Regime de Segurança do Capital.

Para o golpe de 2016 temos uma minuciosa investigação do sociólogo e ex-presidente do IPEA Jessé Souza “A radiografia do golpe” (Leya 2016). Semelhante ao golpe de 1964, Jessé desvela os mecanismos que permitiram a elite do dinheiro a ser a “mandante” do golpe, realizado em seu nome pelo parlamento. Portanto, trata-se de um golpe de classe e parlamentar.

Jessé enfatiza além disso “que todos os golpes, inclusive o atual, são uma fraude bem perpetrada dos donos do dinheiro, que são os reais ‘donos do poder”. Quem compõe essa elite? “A elite do dinheiro é antes de tudo a elite financeira, que comanda os grandes bancos e fundos de invetimento e que lidera outras fracções de endinheirados como a do agronegócio, da indústria (FIESP) e do comércio, secundada pelos meios de divulgação que distorcem e fraudam sistematicamente a realidade social como se fosse “terra arrasada e país falido” (é exagero), escondendo os intersses corporativos por trás da fraude golpista.

O motor de todo o processo, reafirma Jessé, é a voracidade da elite do dinheiro de se apropriar da riqueza coletiva sem peias, secundada por  outros sócios como a mídia ultra-conservadora, o complexo jurídico-policial do Estado e parcela do STF (pense-se em Gilmar Mendes).

O processo de impeachment foi parar no Senado. Este promoveu a destituição da Presidente Dilma por crime de responsabilidade fiscal. Os principais juristas e economistas, além de notáveis testemunhas nas oitivas e os relatórios oficiais de várias instituições, negaram rotundamente a existência de irresponsabilidade. A maioria dos senadores nem se deu ao respeito de ouvir as oitivas de especialistas altamente qualificdos pois já haviam tomado previamente a decisão de depôr a presidenta.

O áudio vazado entre Romero Jucá, ministro do planejamento e o ex-diretor das Transpetro Sergio Machado, revela a tramóia: “botar o Michel, num grande acordo nacional com o Supremo e com tudo; aí pára tudo…e estanca a sangria da Lava Jato.” Um dos motivos do golpe, entre outros, era também livrar do braço da justiça os 49 senadores, sobre 81, indiciados ou metidos em corrupção. Desta forma, com execeção dos valorosos defensores de Dilma, esse tipo de políticos, sem moral, decidiram depor uma mulher honesta e inocente.

Condenar sem crime é golpe. Golpe de classe e parlamentar. Golpe signfica violar a constituição e trair a soberania popular por força da qual Dilma Rousseff se elegeu com 54 milhões de votos.

Ontem em 1964 e hoje em 2016, seja por via militar seja por via parlamentar, funciona a mesma lógica: as elites economico-financeiras e a casta política conservadora praticam a rapinagem de grande parte da renda nacional (Jessé aponta 71.440 pessoas, apenas 0,05% da população) contra a vida e o bem-estar da maioria do povo, submetido à pobreza. Boa parte do Congresso é cúmplice deste golpe. Nele majoritariamente vigora a mesma intencionalidade estrutural de garantir o status quo que favorece seus privilégios e seus ganhos.

O projeto do PMDB “Uma ponte para o futuro” de um deslavado neoliberalismo de enrubecer, revela o propósito do golpe: reduzir o Estado, arrochar salarios, liquidar com a política de valorização do salário, cortar gastos com os programas sociais, privatizar empresas estatais, especialmente o Pré-Sal, desvincular despesas obrigatórias da saúde e da educação, reduzir ao mínimo tudo o que tem a ver com a cultura, direitos humanos, mulheres e minorias. O ministério é constituído por brancos e em grande parte acusados de corrupção. Não há mulheres nem negros e representantes das minorias.

Temos a ver com um espantoso retrocesso politico-social, agravando a desigualdade, nossa perversa chaga social, e esvaziando as conquistas sociais de treze anos dos governos Lula-Dilma,

Há resistência e oposição multitudinária nas ruas, de fortes grupos sociais e de intelectuais que não aceitam um presidente conspirador e sem credibilidade. A ação violenta da polícia aponta para traços claros de um Estado terrorista, que através da polícia militar, pode vir a substituir o exército na repressão e controle das manifestações públicas e pacíficas.

A solução seria eleições gerais e mediante a soberania popular se escolheria um novo presidente que de fato representasse o país.

Leonardo Boff é filósofo, ex-professor de ética da UERJ.

 

Pensando em longo prazo: O que a esquerda tem diante de si

Em qualquer processo de longo prazo, muitas vezes até mesmo para garantir sua continuidade, faz-se necessário um parênteses de ajustamentos ou mudanças estratégicas e/ou táticas. A aprovação, pelo Senado brasileiro, do golpe de impeachment contra a presidente Dilma, alargou um desses parênteses que já vinham colocando em risco a ainda pouca democracia, assim como as limitadas conquistas, que haviam beneficiado as camadas trabalhadoras e populares brasileiras nos últimos anos.

 

Do ponto de vista tático, isto é, conjuntural e imediato, as forças políticas de esquerda talvez tenham diante de si pelo menos três problemas a serem enfrentados. O primeiro está relacionado ao fortalecimento da unidade democrática e popular em torno da resistência ao golpe, com uma pauta clara e unitária de combate ao governo ilegítimo, e às maiorias parlamentares e judiciárias golpistas.

Isto significa, entre outras coisas, definir os pontos da Constituição, assim como os direitos sociais e políticos, que devem merecer, por parte de todas as forças de esquerda, uma defesa ferrenha, indivisível e inegociável, diante da ofensiva regressista e reacionária que ameaça destruir tais pontos e direitos.

Em segundo lugar, como decorrência, as forças de esquerda talvez tenham que operar no sentido de transformar a Frente Brasil Popular numa organização ainda mais ampla, incluindo setores sociais e políticos de centro que se opuseram ao golpe parlamentar e judiciário.

Será ledo engano supor que a esquerda sozinha terá condições de se contrapor ao processo reacionário golpista. O impeachment foi apenas o primeiro passo para liquidar os direitos democráticos e sociais conquistados na Constituinte de 1988, realinhar a política externa aos ditames das ordenações norte-americanas, e aprofundar a macroeconomia de subordinação às transnacionais rentistas. O que tendem a colocar em prática é muito mais grave.

Em tais condições, talvez seja necessário adotar a convocação de uma nova Assembleia Constituinte como uma das bandeiras unificadoras contra o golpe. Isto é, uma Constituinte capaz de implementar as reformas democráticas e populares que ficaram inconclusas durante os governos Lula e Dilma.

Mesmo porque seria um erro supor que eleições antecipadas, ou Diretas Já!, mesmo que permitam a vitória das forças democráticas e populares, sejam capazes, sem um amplo debate popular e sem uma poderosa mobilização social em torno delas, de permitir a implantação de tais reformas contra o domínio das forças conservadoras e reacionárias.

As mobilizações do dia 04/09 mostraram que há condições para ampliá-las ainda mais se o debate em torno das reformas que o povo precisa entrarem na pauta. “Abaixo o Golpe!”, “Fora Temer” são slogans fortes e necessários. Porém, após a decretação do impeachment tornaram-se insuficientes, por não contemplarem as reformas democráticas e populares que o país necessita.

Em terceiro lugar, todas as forças de esquerda, quase certamente, terão que se voltar prioritariamente para as camadas trabalhadoras e populares da população brasileira, inclusive através da recuperação da experiência petista dos anos 1980.

Nada como esses setores da base da sociedade, a maioria esmagadora dos brasileiros, para ensinar o que realmente sentem e reivindicam, e como se organizam para enfrentar a luta cotidiana e de longo prazo. É tal ensinamento, mais do que todos, que pode criar melhores condições para alianças mais estreitas das forças de esquerda, e mais amplas com outros setores sociais e políticos.

Do ponto de vista estratégico, é quase certo que a esquerda, em especial o PT, precisará partir do princípio de que, apesar da reação popular de 04/09, ela e o povo brasileiro ainda se encontram numa situação de defensiva e retirada estratégica. Retirada cujos objetivos chaves consistem em evitar a reimplantação da brutal e miserável desigualdade social dominante até 2002, barrar a implantação de uma ditadura disfarçada, e impedir a destruição da esquerda.

Nesse sentido, também cabe à própria esquerda impedir qualquer aumento em sua dispersão e desagregação, ou algo idêntico ao que ocorreu com o PCB em 1964. Isto, certamente, não deve ser encarado como simples força de expressão. Esse fenômeno foi desastroso naquela ocasião, foi gravemente errado com o PT, em 1995-96, e pode se tornar catastrófico neste momento.

Nesse sentido, talvez seja fortemente recomendável que a maioria que dirigiu o PT nos últimos 20 anos reconheça os erros estratégicos que cometeu. Refiro-me principalmente à conciliação de classes; à prioridade para as atividades institucionais; ao abandono da ligação com as bases sociais; ao desprezo pelos processos de formação ideológica e política; à imitação dos métodos burgueses de sustentação partidária; e à leniência com casos de tráfico de influência e de corrupção.

A disposição de debate e corrigir tais erros numa discussão franca e aberta com toda a militância partidária pode ser fundamental para a recuperação combativa do PT. As tentativas de fugir ou escamotear tais erros e a discussão a respeito deles, além de representarem um obstáculo ao sucesso da atual fase de defensiva estratégica, podem criar embaraços intransponíveis à elaboração de uma nova estratégia.

Essas parecem ser as condições básicas para reverter a situação criada pela ofensiva da direita reacionária, mesmo considerando que esta direita tem pés de barro. Ela está encalacrada em processos de corrupção. Já deixou evidente que pretende demolir direitos econômicos, sociais e políticos caros às camadas populares. Demonstrou, desde a abertura do processo de impeachment e dos primeiros dias de interinidade, tratar-se de um bando medíocre e vendido, incapaz de tratar e resolver as grandes questões demandadas pela sociedade brasileira. No entanto, conta com o respaldo de forças poderosas, nacionais e internacionais, e será necessário encará-lo e combatê-lo no contexto dessas coberturas.

 

Em outras palavras, se houver a correção de rumos estratégicos e táticos da esquerda, em especial do PT, há a possibilidade de colocar os golpistas contra a própria parede que estão construindo, impor a manutenção do calendário eleitoral, disputar as eleições de 2018 com forças renovadas, e tomar a luta por uma Constituinte de reformas democráticas e populares como um dos eixos de uma nova estratégia de mudanças. No entanto, se a resistência interna a tal correção se mostrar maior do que a vã inteligência supõe, o parênteses aberto pelo golpe cunhista, temerista, caiadista, aecista, peemedebista, tucano, demista et caterva, talvez se prolongue dolorosa e terrivelmente, não somente para a esquerda, mas para todo o povo brasileiro.

Crédito da foto: Jornalistas Livres

– Wladimir Pomar é jornalista, escritor e membro do conselho de redação da Revista Teoria e Debate e do Grupo de Conjuntura da Fundação Perseu Abramo

 

Oligarquia golpista e escravocrata

O governo golpista acelera temerariamente a agenda de retrocessos.

Na contramão da história e da civilização, a oligarquia escravocrata pretende aumentar a jornada de trabalho para 12 horas diárias, substituir a lei trabalhista [CLT] por contratos diretos entre patrões e empregados e flexibilizar os direitos dos trabalhadores a férias, a horas extras e ao 13º salário.

Essas medidas, que atacam brutalmente os direitos conquistados pela classe trabalhadora na primeira metade do século passado, se somam a outras que já tramitam no Congresso.

É o caso, por exemplo, da Proposta de Emenda Constitucional [PEC] 241, que acaba com a garantia dos mínimos constitucionais para a saúde e educação e congela por 20 anos as verbas para o SUS, para as Universidades, creches, ensinos médio e fundamental, ciência e tecnologia.

Especialistas estimam que se esta PEC draconiana for aprovada, o SUS perderá R$ 160 bilhões somente nos primeiros 10 anos. Isso significa que no intervalo de uma década, o desvio de dinheiro que deveria ir para a saúde causaria uma desassistência assombrosa, como se o SUS ficasse fechado por um ano e meio e a população sem nenhum atendimento.

Esse é o espírito do golpe: ampliar a taxa de retorno e de lucratividade do capital, retirar o povo do orçamento público e transferir a renda e a riqueza nacional para o rentismo e para o capital estrangeiro.

A burguesia golpeou a democracia para destituir ilegalmente as forças progressistas que venceram as eleições em 2014, e assim recuperar o controle direto do Estado para viabilizar a restauração neoliberal ultraconservadora e reacionária no Brasil.

Para impor esta agenda de retrocessos a oligarquia golpista – que também é misógina, homofóbica, racista e escravocrata – deverá aprofundar o emprego de medidas de exceção e repressão que, todavia, não conseguirão conter a insurgência democrática que assume características irreversíveis de desobediência civil.

O golpe é contra o povo, contra a classe trabalhadora; contra as mulheres, as juventudes, os negros, os camponeses pobres e humildes. A luta de classes mudou de patamar – o campo democrático e popular radicaliza o enfrentamento à oligarquia golpista e escravocrata – e os golpistas poderão levar o país a um nível dramático de conflitividade social.

Esta realidade parece surrealista. Do jeito que a coisa vai, será revolucionário lutar pelo direito de folga aos domingos.

 

Aranguren-Gobierno, el auténtico

Eduardo Di Cola

Sin dudas entre las disputas que el Gobierno de Néstor Kirchner tuvo con sectores económicos concentrados, la mantenida con Shell fue una de las de mayor repercusión. Valiéndose de su poderío, capacidad de inserción mediática y acompañamiento del coro de políticos por entonces opositores, hoy oficialistas, la multinacional presidida por Aranguren le dio vuelo a la confrontación, planteando desde su óptica/intereses la injustificada agresión que recibía por parte del Gobierno.

Se creaba sentido para que la sociedad cayera en cuenta del “injusto ataque de un gobierno que desdeñaba el diálogo y nos llevaba a una permanente y agotadora confrontación sin sentido”. Se construyó la idea de “lo injusto”.

Al medio quedaba la sociedad que era tironeada hacia la confusión.

El tiempo transcurrió, y más temprano que tarde las circunstancias quisieron que el otrora mandamás de Shell se convirtiera en funcionario público, encabezando nada menos que la Secretaría de Energía de la Nación. Es decir, que quien se consideraba atacado por el Gobierno anterior, ahora “es” el Gobierno. Esta circunstancia nos permite poner en evidencia que para Aranguren y quienes estuvieron de su lado, hoy compañeros de gabinete o defensores del gobierno, no era la supuesta falta de diálogo el motivo de su preocupación. Lo transcendente para ellos no era escuchar a la sociedad. En todo caso era la excusa para confundirla. Tanto es su desinterés dialoguista que incluso lo evitaron cuando era obligatorio generarlo a través de las audiencias públicas exigidas por ley con motivo del tarifazo. Menos aún les molestaba la confrontación si observamos el nivel de conflictividad a la que están conduciendo a la sociedad, llegando al extremo de la represión violenta.

En definitiva, Aranguren-Shell y Aranguren-Gobierno es la misma persona que defiende los mismos intereses. Eso no ha cambiado. Lo que cambió es que la sociedad se ha quedado sin Gobierno que la defienda, producto de que Aranguren (y Shell) son el Gobierno.

La sociedad ya no tiene quién pelee por ella. Está claro que se evita la molestia de tener que “soportar” a un “gobierno peleador”. Pero también debe tener claro que no le queda otra alternativa que asumir esa pelea directamente a través del asambleísmo, redes sociales, concentraciones públicas, recursos judiciales y movilizaciones, asumiendo el riesgo de ser reprimidos violentamente.

Visto en perspectiva, el tiempo transcurrido nos permite poner en blanco sobre negro quién fue quién en la disputa que en su momento el gobierno encabezado por Néstor Kirchner mantuvo con Shell-Aranguren, y lo más importante aún, qué intereses defendía cada uno. Hoy en toda su dimensión podemos ver a un Aranguren desenfrenado. El Aranguren que por ser el Gobierno, hace lo que en su momento quiso pero el Gobierno de entonces se lo impidió.

Eduardo Di Cola

Ex Diputado Nacional

http://www.alainet.org/es/articulo/180077

 

11 de Septiembre, el legado de Salvador Allende

Santiago. Telesur. | 11 septiembre de 2016

El pensamiento político de Salvador Allende continúa vigente en todos aquellos que luchan por una sociedad más justa y equitativa.

Salvador Allende es una de las personalidades más importantes de la historia de Chile. Fue presidente de esta nación entre 1970 y 1973 cuando Augusto Pinochet en complicidad con los Estados Unidos dio un golpe militar contra su Gobierno.

Semblanza de un líder

Salvador Allende nació el 26 de junio de 1908 en Valparaíso y sus primeros años de vida transcurrieron en Tacna. En 1918 su padre lo envió al Instituto Nacional, en Santiago, para culminar sus estudios y luego ingresó a la universidad donde pronto se transformó en un líder. Durante esta etapa se unió a grupos de izquierda y formó parte del liderazgo de la Federación de Estudiantes de Chile.

Culminó sus estudios e inició su vida política formal. En 1943 asumió la Secretaría General del Partido Socialista y luego fue electo senador del República en 1945 por Valdivia, Osorno, Llanquihue, Chiloé, Aysén y Magallanes.

En 1951, junto a comunistas, radicales doctrinarios y la izquierda socialista fundaron el Frente del Pueblo, alianza calificada como una conciencia en marcha. Un año después se postuló como presidente de la nación.

Pero fue el 5 de septiembre de 1970 cuando Salvador Allende llegó a presidencia de Chile. Propuso una serie de reformas de carácter social, en educación, tierras, nacionalización de industrias, entre otras, con el objetivo de transformar al país a favor del pueblo.

Estas políticas chocaron con los intereses de la oligarquía y sectores de derecha que iniciaron una campaña de descrédito contra el Gobierno y las reformas impulsadas por Salvador Allende.

El 11 de septiembre de 1973 su Gobierno fue víctima de un golpe de Estado llevado a cabo por las fuerzas del Ejército comandadas por el general Augusto Pinochet, acción que además acabó con la vida del líder izquierdista.

Cinco frases para recordar a Salvador Allende

1. “La historia es nuestra y la hacen los pueblos”.

2. “Ser joven y no ser revolucionario es una contradicción hasta biológica”.

3. “Sigan ustedes sabiendo que, mucho más temprano que tarde, de nuevo abrirán las grandes alamedas por donde pase el hombre libre para construir una sociedad mejor”.

4. “Algún día América tendrá una voz de continente, una voz de pueblo unido. Una voz que será respetada y oída; porque será la voz de pueblos dueños de su propio destino”.

5. “Si me asesinan, el pueblo seguirá su ruta, seguirá el camino con la diferencia quizás de que las cosas serán mucho más duras, mucho más violentas, porque será una lección objetiva muy clara para las masas de que esta gente no se detiene ante nada”.

 

 

Toda una vida dedicada al Pueblo de Nicaragua

Fallece dirigente histórico del Frente Sandinista de Liberación Nacional

Managua. RLP/Agencias. | 10 septiembre de 2016

Desde tempranas horas de este sábado, al conocerse la trágica noticia del fallecimiento del dirigente y parlamentario René Núñez se escucharon voces de todo el país destacando su legado y su ejemplo revolucionario.

El portal El 19 Digital dedicó un artículo a poner en relieve los aportes de Núñez al país, entre los que se cuenta el desarrollo del parlamento de Nicaragua al frente de la Comisión de Modernización de la Asamblea Nacional, para la que gestionó recursos de China-Taiwán que permitieron la adquisición de nuevas tecnologías en muchas áreas de la Asamblea, incluyendo el Canal de Televisión Parlamentario.

En el puesto fronterizo Las Manos, durante el acto de recibimiento de la Antorcha de la Libertad y Unidad Centroamérica, la Ministra de Educación Miriam Raudez, recordó al fallecido Presidente de la Asamblea Nacional.

“Nuestro pueblo nicaragüense le dice: hasta pronto compañero. Gracias infinitas porque siempre fuiste testimonio de revolucionario incansable. Seguramente Tomás, que se adelantó a vos y todos los héroes y mártires, hombres y mujeres que conociste en esta lucha,  estén allá juntos en el infinito haciendo revolución. René estamos seguros de que te fuiste amando a tu pueblo, amando a tu patria, amando a tu Frente Sandinista de Liberación Nacional . Nosotros también te decimos con amor hasta siempre compañero René”, expresó la Ministra.

“Extendemos nuestras condolencias y solidaridad a familia de compañero René Núñez Téllez y al pueblo nicaragüense”, escribió el mandatario salvadoreño Salvador Sánchez Cerén a través de su cuenta en Twitter @sanchezceren.

Por su parte, el Colegio de Periodistas de Nicaragua, a través de su página de Facebook, expresó que “Con la muerte del compañero René, Nicaragua perdió a uno de sus mejores hijos y los Periodistas perdemos a un cuadro político, que siempre tuvo tiempo para escucharnos. Que Dios lo tenga en su reino”.

En las redes sociales, miles de nicaragüenses han volcado su pesar ante la noticia del fallecimiento de Núñez.

Una vida dedicada al pueblo

Conocido bajo el seudónimo de “Roque” durante la etapa de lucha guerrillera contra la dictadura somocista, el presidente de la Asamblea Nacional inició su vida política siendo estudiante de ingeniería en la Universidad Autónoma de Nicaragua (UNAN), y estando en tercer año abandonó sus estudios para irse a la clandestinidad en el Frente Sandinista de Liberación Nacional.

Dentro de su carrera como político fue Secretario General del Frente Estudiantil Revolucionario (FER), y vicepresidente del Centro Universitario de la Universidad Nacional Autónoma de Nicaragua (CUUN).

En 1975 fue condenado a 8 años de prisión por un Consejo de Guerra, pero logró salir de las cárceles, luego de la toma del Palacio Nacional un 22 de agosto de 1978, cuando los guerrilleros del FSLN encabezados por el Comandante Edén Pastora, obligan al dictador Anastasio Somoza Debayle a liberar a más de una veintena de compañeros que eran torturados por la Guardia Somocista, entre ese grupo estaba René, el comandante Tomás Borge Martínez, Edgard Lang y otros.

Desde 1979 hasta la fecha, René Núñez Téllez, ocupó diversos cargos, entre ellos Secretario de la Dirección Nacional del FSLN (1979-1990), Ministro de la Presidencia de la República de Nicaragua (1985-1990), Miembro de la Dirección Nacional del FSLN (1991-2002) y actualmente miembro del Consejo Sandinista Nacional. Reinició sus estudios de Ingeniería Civil en 1991, graduándose de Ingeniero Civil en 1995.

En el 2001 es electo diputado por el FSLN y a inicios del 2002 es elegido como el Tercer Vicepresidente de la Junta Directiva, miembro de la comisión del Exterior y de otras comisiones parlamentarias.

En el año 2005 fue electo Presidente de la Asamblea Nacional y posteriormente en el 2006 fue Primer Vicepresidente de la Junta Directiva de la Asamblea Nacional. Desde el periodo 2007 al 2016 es electo Presidente de la Junta Directiva de la Asamblea Nacional.

 

 

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