MOVIMENTOS SOCIAIS E PARTIDOS POLÍTICOS DO BRASIL RECHAÇAM OS RECENTES ATAQUES DA DIREITA INTERNACIONAL CONTRA A DEMOCRACIA BOLIVARIANA

 

Diante dos inquestionáveis e inegáveis avanços que os governos progressistas e trabalhadores conseguiram materializar na América Latina e Caribe, ao longo de mais de uma década, estamos vendo, nos últimos meses, a chamada “restauração conservadora” tentando se viabilizar, e com o aberto apoio do imperialismo global, tentando revitalizar o projeto neoliberal que massacrou milhões e milhões de latino-caribenhos, impondo a pobreza extrema e convertendo a região na mais desigual do planeta.

Os ataques, que adquirem dimensões planetárias quando se trata da Revolução Bolivariana, partem de forças do neoliberalismo e do fascismo internacional e vão se aprofundando com a proximidade das eleições parlamentares do próximo 6 de dezembro, ocasião propícia para desestabilizar e gerar o caos na pátria de Bolívar e Chávez.

Ao não-reconhecer o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) – autoridade maior das eleições na Venezuela -, na medida em que coloca em dúvida sua imparcialidade, sobretudo quanto à sua expertise que supera 18 eleições ou consultas realizadas em 16 anos, a oposição venezuelana e seus aliados externos evidenciam que preferem caminhos violentos e antidemocráticos, apostando na instauração do caos na sociedade venezuelana e aplainando o terreno para uma intervenção externa na República Bolivariana.

As recentes declarações do chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, John Kelly, assegurando que os EUA estão preparados para intervir na Venezuela por razões humanitárias, confirmam as denúncias do Governo Bolivariano sobre a ingerência estadunidense nos assuntos internos da Venezuela, sobretudo e com maior força a partir da publicação da “Ordem Executiva”, de 9 de março de 2015, declarando o país como “uma extraordinária ameaça à segurança nacional e à política internacional dos Estados Unidos”, declarando ainda “uma emergência nacional para lidar com essa ameaça…(Venezuela)”

Nesse sentido e considerando todo o exposto, vimos:

* Denunciar enfaticamente as vergonhosas declarações do chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, John Kelly, sobre a possibilidade de intervenção militar na República Bolivariana da Venezuela, lembrando que, na contramão desses arroubos belicistas dos EUA, a II Cúpula da CELAC, realizada em Havana, declarou a América Latina e o Caribe como Zona de Paz.

* Denunciar a ditadura midiática internacional que desinforma e deforma a realidade venezuelana, manipulando as informações e mostrando uma “Venezuela” que não existe.

* Denunciar a exacerbação do ódio mais profundo das elites tradicionais latino-caribenhas contra os processos de mudanças em curso na região e contra seus governos representativos.

* Rechaçar as ações de ingerência contra a República Bolivariana, inclusive da direita articulada dentro do Congresso Nacional brasileiro, que apoia abertamente a oposição fascista da Venezuela.

* Conclamar a todas as forças progressistas e da esquerda do Continente a aprofundar os processos de união e integração de nossos países, colocando em prática as sábias palavras do Comandante Chávez: “somente a união nos fará livres”.

* Repudiar os acenos de violência pós-eleitoral, como coloca a oposição venezuelana aglutinada na Mesa da Unidade Democrática” (MUD), ao desconhecer, desde já, tanto o poder de justiça eleitoral do CNE, como os resultados que emanarão da vontade popular.

* Reconhecer o Conselho Nacional Eleitoral como instituição garantidora, soberana e imparcial da vontade do povo venezuelano expressa no voto popular, como ocorreu nas mais de 18 eleições e consultas nacionais, histórico esse que levou a instituições internacionais especializadas na matéria, como o Centro Carter, a entenderem o sistema eleitoral venezuelano como o mais seguro e transparente do mundo.

* Conclamar à unidade continental e mundial dos povos pela defesa da Revolução Bolivariana, que mais uma vez se vê ameaçada pelos poderes do imperialismo mundial, que aspira derrotar as conquistas do povo venezuelano.

* Apoiar a aprofundamento do poder popular, base da democracia venezuelana e instrumento para materializar o socialismo bolivariano em construção no país.

30 de outubro de 2015

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s